Tratamentos foram pagos, mas nunca realizados. Sessões de quimioterapia para pacientes que já tinham morrido foram cobradas.
O Fantástico mostra mais um escândalo na saúde. Tratamentos que eram cobrados, mas nunca realizados. Sessões de quimioterapia em pacientes que já tinham morrido.
Médicos de dois hospitais públicos são os principais suspeitos de envolvimento com essas fraudes.
Veja os detalhes na reportagem de Mauricio Ferraz, Bruno Tavares e Nélio Brandão.
O pai de Rosângela e Rosinei cuidava de um pequeno bar na periferia de Campo Grande. Aos 64 anos, descobriu que tinha câncer. Morreu quatro meses depois.
“Dia 25 de janeiro de 2009”, revela Rosinei da Silva Nascimento Jacques, comerciante.
Mas o hospital cobrou por pelo menos três sessões de quimioterapia no mês seguinte.
“Já tinha falecido”, afirma Rosinei.
Um dos sete filhos do seu Antônio teve câncer no cérebro aos 17 anos. Morreu em 28 de novembro de 2009.
“Achamos que ele tinha falecido e acabou pro hospital, né?”, conta Antônio Moura da Silva, catador de material reciclável.
Não, não acabou pro hospital. O Sistema Único de Saúde, o SUS, pagou por um suposto tratamento do garoto um mês depois da morte dele.
Sessões de quimioterapia em pacientes que já tinham morrido. Cobrança por tratamento contra o câncer que nunca foi realizado. E o fechamento do setor de radioterapia de um hospital público para beneficiar clínicas particulares.


